
6 de abr de 2026
De acordo com a pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio, analisada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Belo Horizonte, o ICEC de março teve elevação de 2,3 pontos na comparação com fevereiro. Empresários com mais de 50 funcionários, com 104,2 pontos, diferentemente daqueles à frente de empresas de menor porte, mantêm o nível de confiança
Entre os segmentos de bens, semiduráveis mantêm nível de confiança aos 107,1 pontos, enquanto não duráveis, com 96,8 pontos e duráveis, com 94,8 pontos, se mantiveram abaixo do nível de confiança.
Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, explica que estes resultados apontam que o empresário do comércio começa a enxergar o cenário econômico com um pouco mais de otimismo, principalmente devido à expectativa de redução dos juros nos próximos meses. “Mesmo com dificuldades ainda presentes no dia a dia, como o crédito mais restrito e a demanda mais fraca em alguns segmentos, cresce a expectativa de melhora nas vendas e no movimento do comércio. Empresas maiores seguem mais confiantes por terem mais estrutura para enfrentar esse momento, enquanto os negócios menores mantêm cautela. O resultado indica um comércio mais esperançoso com o futuro, ainda que atento aos desafios do presente”, descreve Martins.
Condições atuais da economia, do comércio e das empresas
No mês de março, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) atingiu 77,7 pontos, 5,1 pontos acima do mês anterior (72,6). Para 72,2% dos empresários a condição atual da economia piorou (72,2%), sendo que 63,5% deles afirmam que houve piora nas condições atuais do setor. A percepção de piora teve recuo de 2,8 p.p. em março. As empresas que comercializam bens duráveis são as que mais perceberam piora.
Para 53,4% dos entrevistados, houve piora nas condições atuais da empresa, retração de 2,8 p. p. em relação a fevereiro. Entre empresários com até 50 empregados, 53,6% perceberam piora das condições do estabelecimento, o que ocorre para 44,7% dos empresários com quadro de funcionários superior 50 empregados.
Expectativa para economia, o comércio e a empresa
O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) fechou o mês de março em 123,2 pontos, acima do mês anterior (119,0). Empresas de até 50 empregados mostraram-se menos otimistas do que as de maior porte, sendo que 55,3% dos empresários indicaram melhora no cenário econômico, resultado 1,3 p.p. acima do observado no mês anterior.
A evolução positiva para o setor é indicada por 68,9%, taxa acima do observado em fevereiro (65,0%) sendo que 77,1% disseram acreditar que as vendas irão melhorar, crescimento de 2,8 p.p. em relação a fevereiro.
Contratações, nível de investimento e estoques atuais
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IEEC) fechou 2,4 pontos acima de fevereiro, aos 97,0 pontos em março com 62,2% dos empresários indicando que pretendem aumentar o quadro de funcionários. Entre as empresas com até 50 empregados, 62,3% têm a intenção de contratar, enquanto, 57,2% daquelas de porte maior pretendem fazer contratações.
O nível de investimentos está maior para 41,9% das empresas e ficou abaixo do mês anterior (43,9%). Para 55,3% das empresas de maior porte, o nível de investimentos está maior, apresentando retração quando comparado ao resultado do último mês. Para 61,0%, das empresas, os estoques estão em nível adequado, 25,4% estão com excesso de produtos e para 13,1% faltam itens.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.