Comércio de Minas Gerais avança acima do Brasil e mostra sinais de retomada

16 de abr de 2026

O comércio de Minas Gerais iniciou 2026 com sinais claros de reação. A análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, mostra que o Estado avançou acima da média nacional em fevereiro, tanto no varejo restrito quanto no ampliado, indicando uma retomada ainda pontual, mas consistente.

Na comparação com janeiro, o volume de vendas do comércio varejista restrito em Minas Gerais cresceu 2,5%. O resultado ficou 1,9 ponto percentual acima do observado no Brasil, que registrou alta de 0,6%. O desempenho reforça a capacidade de reação do mercado mineiro em um ambiente ainda pressionado. “Minas Gerais mostra uma recuperação mais intensa no curto prazo, com avanço disseminado em algumas atividades. Ainda assim, esse movimento precisa ser analisado com cautela, pois ocorre sobre uma base fragilizada”, afirma a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves.

Na comparação com fevereiro de 2025, o crescimento foi mais moderado. O varejo restrito mineiro avançou 0,8%, acima do resultado nacional, de 0,2%, mas abaixo do desempenho observado no mesmo período do ano passado. Segmentos como artigos de uso pessoal e equipamentos de informática puxaram o resultado, com altas expressivas.

No acumulado do ano, Minas Gerais registra expansão de 0,8%, enquanto o Brasil avança 1,5%. Já no recorte de 12 meses, o Estado acompanha o ritmo nacional, com crescimento de 1,4%. O destaque segue concentrado em segmentos ligados ao consumo essencial e ao cuidado pessoal.

No varejo ampliado, o desempenho mineiro se destaca ainda mais. Em fevereiro, o crescimento foi de 1,8% frente ao mês anterior, acima da alta de 1,0% no país. Na comparação interanual, Minas Gerais avançou 1,5%, enquanto o Brasil apresentou retração de 2,2%.

O dado mais relevante está no acumulado do ano. Minas Gerais cresceu 2,5%, superando em 2,6 pontos percentuais o resultado nacional, que registrou queda de 0,5%. O segmento de atacado de alimentos teve papel decisivo na sustentação desse avanço. “Mesmo em um cenário de juros elevados e crédito restrito, o varejo ampliado em Minas encontra suporte em segmentos estratégicos. Isso ajuda a explicar por que o Estado apresenta desempenho superior ao nacional neste início de ano”, explica Fernanda Gonçalves.

No acumulado de 12 meses, Minas Gerais também se mantém no campo positivo, com alta de 0,6%, enquanto o Brasil registra retração de 0,4%. “Os dados apontam uma recuperação pontual do comércio em Minas Gerais, tanto no varejo restrito quanto no ampliado. No entanto, esse desempenho ocorre em um ambiente ainda marcado por restrições relevantes ao consumo, como o nível elevado de juros, o endividamento das famílias e a postura mais cautelosa do consumidor, que limitam uma trajetória mais robusta de crescimento ao longo do ano”, explica Fernanda. Sinal de que a melhora depende de diversos fatores. “Ainda assim, o varejo ampliado tende a apresentar menor intensidade de queda, sustentado pelos programas de renegociação de dívidas, pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e pela expectativa de redução dos juros, fatores que podem devolver um fôlego ao consumo nos próximos meses.”, conclui a economista.

 

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Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade.  Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para o setor e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio.  Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

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