Confiança das famílias cresce em fevereiro impulsionada por renda e emprego

2 de mar de 2026

A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), analisada pelo núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG, e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Belo Horizonte no mês de fevereiro, registrou aumento de satisfação dos consumidores. O ICF chegou aos 88,6 pontos, com elevação de 2,2 pontos em relação ao mês anterior, ainda assim abaixo dos 100 pontos, que demarca nível de satisfação. Com mais confiança no emprego e na renda no segundo mês do ano, as famílias seguem com elevação moderada do nível de consumo assim como esperam consumir mais nos próximos meses.

A segurança com o emprego atual ficou um ponto acima do registrado em janeiro, atingindo 99,7 pontos em fevereiro, mas bem abaixo da situação de fevereiro de 2025 quando marcou 119,4 pontos. Para 23,9% das famílias da capital, elas estão mais seguras em relação ao emprego em comparação com igual período do ano passado.

O indicador de perspectiva profissional teve oscilação positiva, 0,2 ponto acima do visto no mês anterior e chegou a 91,7 pontos em fevereiro. Para 43,1% dos entrevistados, o chefe de família terá alguma melhora profissional nos próximos seis meses. Em janeiro, 42,7% mantinham expectativa profissional positiva. As famílias com renda superior a 10 salários-mínimos (53,7%) têm mais expectativa para a melhora profissional do que aquelas com renda abaixo da faixa salarial (41,4%).

Já o índice de renda atual, que compara a renda com a de fevereiro de 2025, subiu 2,3 pontos, atingindo a marca de 97,4 pontos, um pouco abaixo do mesmo período do ano passado quando o índice era de 99,7 pontos. Conforme 23,2% das pessoas ouvidas, a renda da família está melhor em comparação com o mesmo período do ano passado.

O índice de acesso ao crédito apresentou aumento de 0,6 ponto na comparação com janeiro. Em relação ao ICF de fevereiro de 2025, o acesso ao crédito aumentou 4,0 pontos. Para 38,7% dos consumidores, está mais difícil conseguir empréstimo ou crédito para compras a prazo em comparação ao ano passado.

De acordo com Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, apesar de fatores conjunturais negativos, como o endividamento das famílias e as altas taxas de juros, a renda das famílias e o mercado de trabalho aquecido são pilares essenciais para manter o consumo aquecido. “A renda tem sido um dos principais fatores para auxiliar na manutenção do consumo das famílias. Além do ganho real no salário-mínimo, a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil aumenta a disponibilidade de renda o que, consequentemente, faz com que as famílias possam ter maior nível de consumo. Acrescido a isso, o mercado de trabalho se mantém aquecido, com uma das menores taxas de desemprego já observadas na série histórica de Minas Gerais (3,8%), o que garante segurança profissional e permite o aumento da perspectiva de consumo”, explica Gonçalves.

De acordo com 49,8% dos entrevistados, a família está comprando menos do que no mesmo período do ano passado e 26,8% disseram que a família está comprando mais atualmente. Assim, o índice do nível de consumo chegou aos 77,0 pontos em fevereiro, sendo 3,8 pontos acima do de janeiro (73,2) e 10,7 pontos abaixo do registrado em fevereiro de 2025.

Conforme 34,7% dos entrevistados, eles irão consumir mais nos próximos meses do que consumiram no segundo semestre do ano passado. O ICF mostra que o índice de perspectiva de consumo chegou aos 107,4 pontos em fevereiro, aumento de 1,5 ponto em relação ao mês anterior (105,9) e 2,7 pontos acima do visto no mesmo período do ano passado.

Para 70% dos entrevistados, em termos gerais, o momento atual é ruim para a aquisição de bens duráveis, mas o indicador teve alta de 4,7 pontos na comparação com janeiro, ficando 8,8 pontos abaixo do registrado em fevereiro de 2025.

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Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

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