Dia das Crianças: vendas ficaram estáveis para 54,9% dos comerciantes mineiros, aponta Fecomércio MG

16 de out de 2026

Pesquisa revela que metade dos lojistas alcançou suas expectativas; gastos de até R$ 200 predominaram e preços altos dificultaram o desempenho do comércio

 

O Dia das Crianças de 2026 foi marcado pela estabilidade nas vendas do comércio varejista de Minas Gerais. Segundo o Monitor de Vendas da Fecomércio MG, 54,9% dos empresários entrevistados avaliaram que o desempenho foi semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado. Outros 22,5% perceberam melhora nas vendas, enquanto 20,6% relataram queda. O levantamento, realizado nos dias 13 e 14 de outubro, ouviu 100 empresas de diferentes segmentos do varejo mineiro.

Apesar de a maioria dos comerciantes não ter registrado mudanças significativas em relação a 2025, os resultados mostram que a data teve impactos distintos sobre os estabelecimentos. Metade dos entrevistados (50%) afirmou que as vendas atenderam às expectativas, enquanto os outros 50% não conseguiram alcançar o desempenho esperado.

Os dados revelam um cenário de consumo moderado, no qual a movimentação proporcionada pelo Dia das Crianças não foi suficiente para impulsionar as vendas de maneira uniforme. Embora parte do comércio tenha apresentado resultados positivos, fatores como preços altos, baixo movimento de clientes e dificuldades financeiras dos consumidores limitaram o desempenho de outros estabelecimentos.

Preços altos e movimento reduzido dificultaram as vendas

Entre os empresários que não alcançaram suas expectativas, o principal obstáculo apontado foi o baixo movimento de consumidores nas lojas, citado por 28% dos entrevistados desse grupo. Os preços altos apareceram em seguida, com 24%, enquanto 14% mencionaram a falta de dinheiro dos clientes e 12% destacaram o endividamento do consumidor.

Os resultados ajudam a compreender por que uma data tradicionalmente importante para o comércio não se traduziu em crescimento generalizado das vendas. Mesmo com o apelo emocional do Dia das Crianças, as condições financeiras dos consumidores foram apontadas pelos lojistas como fatores que dificultaram a concretização de compras.

Por outro lado, entre os comerciantes que conseguiram alcançar suas expectativas, o maior volume de vendas e a variedade de produtos foram os fatores mais mencionados, ambos com 20% das respostas. As promoções, citadas por 12%, e a disponibilidade de estoque, com 10%, também contribuíram para os resultados positivos.

A diferença entre as avaliações mostra a importância das estratégias comerciais e da adequação da oferta às condições de consumo, embora o levantamento não permita estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre essas práticas e o desempenho das vendas.

Roupas e acessórios se destacam nas vendas

Um dos resultados que mais chamam a atenção no levantamento é a diversidade de produtos que contribuíram para as vendas durante o período do Dia das Crianças.

Ao contrário do que poderia sugerir o perfil da data comemorativa, os brinquedos não lideraram as respostas dos comerciantes. As roupas foram os produtos mais citados, com 18%, seguidas pelos acessórios, com 14%, e pelas bebidas, com 12%. Os brinquedos apareceram na quarta posição, mencionados por 11% dos entrevistados.

Outros produtos também tiveram participação nas vendas, como calçados (7%), bolos e doces (6%) e carnes (5%).

Essa distribuição está relacionada à diversidade de segmentos contemplados pela pesquisa, que inclui lojas de vestuário, supermercados, estabelecimentos de artigos pessoais e domésticos, entre outros. Assim, os números não representam um ranking dos produtos mais vendidos em todo o comércio mineiro, mas indicam quais categorias foram mais lembradas pelas empresas participantes.

Os resultados mostram que o período associado ao Dia das Crianças movimenta diferentes atividades do varejo, alcançando estabelecimentos que não comercializam exclusivamente produtos infantis.

Compras de até R$ 200 predominam no período

O levantamento também identificou que os valores gastos pelos consumidores ficaram concentrados principalmente nas faixas de até R$ 200.

Para 43% dos comerciantes, o gasto médio por cliente ficou entre R$ 50,01 e R$ 100. Outros 27% apontaram valores entre R$ 100,01 e R$ 200. Juntas, essas duas faixas representaram 70% das respostas.

A pesquisa também identificou que 9% dos entrevistados registraram gastos médios de até R$ 50, enquanto 6% apontaram valores entre R$ 300,01 e R$ 400.

A concentração das respostas nas faixas de menor valor, associada às dificuldades financeiras mencionadas pelos comerciantes, sugere um cenário de atenção ao orçamento nas compras relacionadas à data.

Embora os resultados não permitam determinar o gasto médio exato dos consumidores mineiros, eles ajudam a identificar as faixas de valores mais frequentes entre os estabelecimentos pesquisados.

Resultados positivos e negativos mostram diferenças entre estabelecimentos

Entre os comerciantes que perceberam melhora nas vendas, a faixa de crescimento mais citada foi de 5,01% a 10%, mencionada por 26,1% desse grupo. Outros 21,7% relataram aumentos de até 5%.

Já entre aqueles que observaram redução, 23,8% apontaram quedas entre 15,01% e 20%, enquanto 19% informaram retrações entre 25,1% e 30%.

Os dados reforçam que o comportamento das vendas não foi homogêneo. Enquanto parte dos estabelecimentos conseguiu obter crescimento, outros enfrentaram retrações expressivas, evidenciando diferenças no desempenho das empresas durante o período comemorativo.

Sobre a pesquisa

O Monitor de Vendas do Dia das Crianças de 2026 foi elaborado pela área de Estudos Econômicos e Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG. O levantamento ouviu, por telefone, 100 empresas de diferentes segmentos do comércio varejista mineiro, nos dias 13 e 14 de outubro de 2026.

A pesquisa contemplou estabelecimentos das regiões Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Zona da Mata, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas e Triângulo, com o objetivo de avaliar o desempenho das vendas no período da data comemorativa.

 

ACESSE A ANÁLISE COMPLETA CLICANDO AQUI

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 800 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

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