Endividamento sobe e inadimplência oscila para baixo em Belo Horizonte

13 de mar de 2026

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), analisada pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Belo Horizonte, o nível de endividamento das famílias em fevereiro subiu 1,2 ponto percentual atingindo 90,2%. O percentual de famílias com contas em atraso recuou -0,1 ponto em fevereiro chegando em 64,6%.

As famílias com renda abaixo de 10 salários-mínimos superam as de renda mais alta em relação à inadimplência, com 67,0% delas nesta condição. Já 50,3% daquelas com renda acima de 10 salários estão com algum compromisso financeiro em atraso. Considerando apenas as famílias endividadas, 71,6% admitem que não conseguiram honrar seus compromissos e estão com dívidas em atraso.

Conforme 27,0% das famílias da capital, elas não terão condições de pagar as dívidas em atraso – valor inferior ao observado no mês anterior (28,6%). Esse índice é maior em famílias com renda igual ou inferior a dez salários-mínimos (29,0%) em comparação com as de maior salário (15,9%). Considerando apenas as famílias que já possuem contas em atraso, 41,7% dizem que não terão condições de honrar com os compromissos financeiros no próximo mês.

Segundo a pesquisa, 40,5% dos entrevistados se consideravam pouco endividados no segundo mês do ano. Em janeiro, os que se diziam pouco endividados somavam 39%.

Em fevereiro, o principal compromisso financeiro para 95,6% das famílias continuou sendo o cartão de crédito, redução de 0,7 p.p. na comparação com janeiro. Famílias de renda igual ou maior que 10 salários-mínimos são as que mais concentram dívidas no cartão: 98,8%.

Entre as famílias com contas atrasadas, 47,3% dizem que essas contas ultrapassam 90 dias de vencidas. A PEIC de fevereiro também mostra que as dívidas estão atrasadas, em média, há 62,2 dias. De acordo com 73,2% das famílias, os compromissos financeiros se estendem por período igual ou superior a 90 dias. O tempo médio de comprometimento da renda é de 8,3 meses.

Em 85,6% dos casos, as dívidas comprometem mais de 10% da renda familiar, mas em 29,0% deles, as dívidas envolvem mais de 50% do orçamento mensal. Segundo a pesquisa, em média, as dívidas comprometem 33,2% do orçamento do mês.

Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, explica que o avanço do endividamento em fevereiro reflete, em grande parte, o uso do crédito pelas famílias para manter o consumo e reorganizar o orçamento após as despesas concentradas no início do ano. “Apesar do leve recuo na inadimplência, o patamar ainda é bastante elevado e revela que muitas famílias seguem com dificuldades para equilibrar as finanças. O alto comprometimento da renda com dívidas, aliado ao uso predominante do cartão de crédito, indica que parte dos consumidores tem recorrido ao parcelamento como forma de administrar o fluxo de pagamentos. Esse movimento ajuda a sustentar o consumo no curto prazo, mas também exige cautela, principalmente para não ocorrer o atraso do pagamento dos compromissos financeiros, o que pode limitar o acesso ao crédito e ao consumo”, descreve Martins.

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Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

 

 

 

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