
13 de mar de 2026
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nas últimas semanas deixaram um rastro de prejuízos para moradores, cidades e para o comércio local. Empresas tiveram estruturas danificadas, estoques perdidos e queda abrupta nas vendas. Diante desse cenário, o Sistema Fecomércio MG intensificou a articulação institucional em busca de medidas emergenciais que permitam a sobrevivência e a retomada das atividades empresariais na região.
Na terça-feira, 10 de março, representantes da entidade participaram de uma reunião na Superintendência da Receita Federal do Brasil em Minas Gerais para apresentar propostas de apoio tributário às empresas impactadas. O encontro ocorreu com o superintendente substituto da Receita Federal no estado, Wagner Bittencourt de Souza. O objetivo foi discutir alternativas capazes de aliviar a pressão financeira sobre os empresários e acelerar a recuperação econômica de uma das regiões mais importantes para o comércio mineiro.
Medidas para aliviar o caixa das empresas
Entre as propostas apresentadas pela Fecomércio MG está a ampliação da prorrogação do vencimento de tributos federais. Por enquanto, a Receita Federal do Brasil prorrogou apenas os tributos federais com vencimento em fevereiro e março. A entidade solicitou a prorrogação do vencimento dos tributos de abril, maio e junho, incluindo tributos recolhidos no âmbito do Simples Nacional. A avaliação é que muitas empresas ainda estão lidando com perdas diretas causadas pelas chuvas e precisam de um prazo maior para reorganizar o fluxo de caixa. Outra demanda levada à Receita Federal foi a priorização na análise de processos administrativos relacionados à restituição ou compensação de tributos. A liberação mais rápida desses créditos pode representar um reforço financeiro imediato para empresas que já enfrentam dificuldades para retomar as operações.
A Fecomércio MG também sugeriu a criação de um parcelamento especial voltado às empresas afetadas pela tragédia climática. A proposta inclui condições diferenciadas, como prazos mais longos, possível redução de multas e juros e período inicial de carência para pagamento. Para facilitar o acesso às medidas e orientações fiscais, a entidade ainda propôs a criação de um canal de atendimento prioritário da Receita Federal voltado especificamente para empresas da Zona da Mata.
Defesa do setor produtivo
Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, o momento exige agilidade do poder público e sensibilidade com a realidade das empresas atingidas. “O comércio da Zona da Mata é formado majoritariamente por pequenos e médios empresários. Muitos perderam estoque, equipamentos e parte da capacidade de funcionamento. Nosso papel é buscar caminhos para que essas empresas tenham fôlego para se reorganizar e manter empregos”, afirma Nadim. Segundo ele, a ampliação de prazos e a criação de instrumentos especiais de parcelamento podem fazer diferença na sobrevivência de inúmeros negócios. “Quando se oferece prazo e condições adequadas, o empresário consegue respirar, reorganizar a empresa e voltar a produzir. Isso ajuda a preservar empregos e a manter a economia regional ativa”, destaca. Nadim também reforça que a atuação institucional da Fecomércio MG busca garantir que as demandas do setor produtivo sejam consideradas nas decisões públicas. “Estamos dialogando com diferentes órgãos para construir soluções concretas. Nosso compromisso é defender as empresas mineiras e contribuir para que a recuperação econômica da região aconteça de forma mais rápida.”
Retomada econômica da região
A Zona da Mata tem forte presença de comércio e serviços, setores responsáveis por grande parte da geração de emprego e renda. A recuperação dessas atividades é vista como elemento central para a retomada econômica das cidades atingidas pelas chuvas.
Para a Fecomércio MG, medidas tributárias emergenciais podem ajudar a evitar o fechamento de empresas e garantir condições mínimas para que o setor volte a crescer. A entidade seguirá acompanhando o tema junto às autoridades federais e estaduais, mantendo o diálogo aberto em busca de soluções que fortaleçam o ambiente de negócios e apoiem os empresários mineiros neste momento de reconstrução.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.