
25 de fev de 2026
O Carnaval de Belo Horizonte consolidou, em 2026, um público diversificado e com forte potencial de consumo nas áreas centrais da capital. Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, realizado entre 18 e 20 de fevereiro, revela o perfil dos cidadãos que frequentaram as regiões centrais da capital mineira e de foliões que prestigiaram o carnaval, tiveram o gasto médio diário de R$ 147,72 e alto nível de satisfação com a festa.
Foram aplicados 228 questionários nas regiões centrais da cidade. Do total de entrevistados, 38,2% participaram da folia. Desses, 78,2% são moradores de Belo Horizonte e Região Metropolitana, 20,7% vieram de outros estados e 1,1% do interior mineiro. O dado revela que, além de mobilizar o público local, o evento amplia o fluxo turístico e fortalece a imagem da cidade como destino cultural.
O perfil predominante é feminino (51,7%) e jovem: 48,3% têm entre 25 e 34 anos. A média de permanência na festa foi de quatro dias. A maioria (57,5%) aproveitou o Carnaval acompanhado de uma ou duas pessoas, o que indica grupos menores e circulação distribuída pela cidade. Os blocos de rua seguem como principal atrativo, escolhidos por 77,7% dos foliões, seguidos de Ensaios abertos com 15,5% e 3,9% com ensaios privados. “O dado confirma o caráter democrático do Carnaval de Belo Horizonte. A rua continua sendo o grande palco da festa e isso impacta diretamente o comércio local”, afirma a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.
O consumo acompanha essa dinâmica. O comércio ambulante lidera a preferência na compra de bebidas, com 57,5%, seguido por supermercados (39,1%). Para Gabriela Martins, o resultado mostra a capilaridade da atividade informal e sua relevância econômica. “O ambulante está inserido na dinâmica do evento. Ele acompanha o fluxo do público nos arredores, facilitando o consumo imediato”, destaca. Em relação aos gastos, 41,4% estimaram desembolso diário entre R$ 101 e R$ 200. Outros 36,8% declararam gastar entre R$ 51 e R$ 100. “Temos um perfil de consumo moderado, mas constante. Quando multiplicamos esse valor pelo número médio de dias e pelo volume de foliões, o impacto para o comércio é expressivo”, avalia Martins. A satisfação também chama atenção. A métrica que mede a fidelidade e a satisfação das pessoas no Carnaval alcançou 75,9, considerado elevado. Entre os participantes, 79,3% atribuíram notas 9 ou 10 para a experiência. “Esse nível de aprovação no levantamento, fortalece a imagem da cidade como destino consolidado de Carnaval, aumentando a probabilidade de retorno das pessoas nos próximos anos”, afirma. O dado é confirmado pela intenção futura: entre os que participaram em 2026, 83,3% pretendem voltar em 2027. Já entre os que não participaram neste ano, 13,7% manifestaram interesse em aderir à festa no próximo período.
O desempenho do Carnaval dialoga com uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agenda cultural da capital. Em fevereiro, o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac e a Prefeitura de Belo Horizonte anunciaram um dos maiores pacotes integrados de investimento cultural já realizados na cidade, totalizando R$ 7 milhões em 2026. Desse montante, R$ 2 milhões foram destinados ao Carnaval, com aporte em estrutura, montagem de palcos e contratação de artistas, além de recursos previstos para outros grandes eventos ao longo do ano e do interesse no apoio do Carnaval de 2027.
Para Gabriela Martins, o levantamento indica maturidade do evento. “O Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma manifestação cultural. Ele se consolidou como vetor econômico relevante, com público fiel, alto índice de satisfação e capacidade de movimentar diversos segmentos do comércio e serviços”, afirma.
Ao ocupar o Centro com cultura, música e diversidade, Belo Horizonte reforça sua vocação para grandes eventos. Mais do que festa, o Carnaval confirma a capacidade da cidade de transformar expressão cultural em dinamismo econômico, fortalecendo o turismo urbano e consolidando a capital mineira no calendário nacional.
>> Acesse o levantamento completo
Sobre o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac
O Sistema Fecomércio MG é formado pela Fecomércio MG, pelo Sesc em Minas e pelo Senac em Minas, em parceria com os Sindicatos Empresariais, e integra a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros. Por meio da cooperação estratégica entre essas instituições, a atuação do Sistema tem o objetivo de fortalecer o comércio mineiro e contribuir com o desenvolvimento social e econômico de Minas Gerais.
Seu escopo de atividades ainda inclui a capacitação profissional e a promoção da qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras do comércio de bens, serviços e turismo, incluindo dependentes, por meio de serviços de Saúde, Educação, Cultura, Esporte, Lazer e Ação Social.
O Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac defende os interesses de empresas e de trabalhadores e trabalhadoras do comércio de bens, serviços e turismo de Minas Gerais. As três instituições oferecem soluções que ajudam no desenvolvimento, na redução de custos, na capacitação e na qualidade de vida, melhorando a performance e a competitividade das empresas parceiras.